Lançamentos de Junho | Geração Editorial - Cantinho da Leitura

Lançamentos de Junho | Geração Editorial

30.7.15


Mês de  Julho está chegando ao fim, então vamos conferir qual foi o lançamento da Geração Editorial e conhecer um pouco mais sobre ele ?!


Golpe_de_Estado
Golpe de Estado: O espírito e a herança de 1964 ainda ameaçam o Brasil

Autores: Palmério Dória e Mylton Severiano
GêneroReportagem
Acabamento: Brochura
Formato:  15,6 x 23 cm
Págs: 266
Peso: 367gr
ISBN: 978-85-8130-270-6
Preço: R$29,90


Sinopse:A DITADURA DE 1964 ACABOU? O QUE NOS FICOU DAQUELES ANOS NEGROS? Este livro empolgante, que se lê de um fôlego, nos revela que a ditadura de 1964 estende seus tentáculos aos dias de hoje, quando parte da população, insuflada pela mídia, bate panelas e desfila nas ruas com palavras de ordem bem parecidas, disfarçadas pelo necessário combate à corrupção. A ditadura militar foi instaurada pela elite civil que usou os militares para impor sua vontade, e o preço que pagamos hoje é a educação sucateada, a violência policial crescente e as marchas reacionárias e desnorteadas, que protestam contra a volta de um sistema injusto e excludente. AS MARCAS DE 1964 NO PAÍS DE 51 ANOS DEPOIS. Você vai ler aqui, meio século depois do golpe militar, depoimentos reveladores (e comoventes) de quem viveu aquele tempo e reflete sobre os atos atrozes e sua herança, ainda capaz de dificultar a possibilidade de o Brasil – um dos maiores e mais ricos países do planeta – tornar-se autônomo e desenvolvido. DOIS JORNALISTAS QUE ESTIVERAM LÁ E EM MOMENTOS POSTERIORES DA MAIOR IMPORTÂNCIA…escreveram este relato contundente que, em 32 capítulos, condensa a memória assustadora e vívida de um período cujas sombras continuam a se estender sobre nós. Leia o primeiro capítulo

O ENTULHO QUE A DITADURA NOS DEIXOU: PAGAMOS ATÉ HOJE PELO GOLPE DE 1964
Um livro indispensável para quem quer conhecer e entender a história do país pós-1964, ano de implantação da ditadura militar que conduziu o país até 1984, quando foi eleito – de forma indireta – o presidente Tancredo Neves, que morreu e foi substituído pelo vice José Sarney – assim pode ser visto “Golpe de Estado”, mais uma obra polêmica de Palmério Dória e Mylton Severiano da Silva, autores dos best-sellers “Honoráveis Bandidos” e “O Príncipe da Privataria”, todos pela igualmente polêmica Geração Editorial.
Ao relembrar como uma elite financeira, industrial e agrária conservadora levou a classe média à histeria no início dos anos 60, preparando o terreno para o golpe militar de 1964, o livro lança luzes sobre os dias de hoje, quando jornais, rádios e TVs clamam aos céus contra a “corrupção”, levando com eles os desinformados que desfilam nas ruas e batem panelas de suas varandas.
“A corrupção – ressalta o editor Luiz Fernando Emediato – foi sempre a palavra de ordem dos golpistas nos anos 50 (para derrubar o governo eleito de Getúlio Vargas, que se matou) e, aliada à ameaça comunista, também nos anos 60, para seduzir os militares fiéis aos norte-americanos. A palavra voltou agora, quando se pretende destruir um partido, o PT”.
Mas, cuidadoso, o editor acrescenta: “Claro que nenhum de nós, cidadãos honestos, podemos aceitar a corrupção. No entanto, quando as denúncias vêm daqueles que sempre a praticaram, aí é bom desconfiar”.

TESTEMUNHAS DA HISTÓRIA
Os jornalistas Palmério Dória e Mylton Severiano da Silva (que morreu antes de ver o livro lançado) recuperam histórias da época, muitas das quais eles mesmos participaram, como agentes ou testemunhas, algumas delas pouco conhecidas. Eles pesquisaram os fatos e entrevistaram outros jornalistas, políticos e personalidades que, assim coo eles,viveram os fatos e sofreram suas consequências.
 A ideia que os norteia é simples: provar que a ditadura nos legou um entulho de que estamos nos livrando, mas de maneira precária, com fortes recaídas no autoritarismo e com uma sociedade que, em matéria de desigualdade, violência, elitismo e exclusão, continua imbatível. Uma sociedade dividida e grande parte dela igualmente autoritária e conservadora.
 Uma frase de Walter Benjamin, afirmando que o estado de exceção é o de regra geral, dá o tom do livro, que tem 32 capítulos e uma providencial linha do tempo com os fatos de maior importância entre 1882 e 2014, quando o golpe militar “comemorou” 50 anos.
O autores, algo saudosos do jornalismo heroico da primeira metade do século XX, lamentam o fato de o jornalismo ter se transformado um negócio comercial, com mais espaço para frivolidades e serviços; a cultura massacrada e transformada em mero objeto de consumo; o predomínio das finanças (agora sob o império global) sobre o investimento, que gera riqueza real; e a persistência da pobreza, da desigualdade e da injustiça social, tendo em vista o estancamento das reformas que tornariam possível o crescimento do país e uma melhor distribuição da renda e das riquezas.
O livro resgata também a imagem do presidente deposto João Goulart, tido na época como homem fraco e dispersivo, mas que, na verdade, tinha grandes projetos sociais para o país e antes do golpe, segundo o Ibope, contava  com 86% de popularidade.
Um país pronto para decolar – como aconteceu com a Coreia do Sul – é revelado, com o chocante estancamento do processo que tornaria o desenvolvimento possível, segundo Goulart e seu cunhado, o então ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola. O que se seguiu ao golpe – violações de direitos humanos, prisões, torturas, assassinatos de adversários políticos e até de inocentes – é revelado cruamente, o que pode chocar quem não tem muita informação sobre o período.
Sobre os autores: 
Mylton Severiano e Palmério Dória –  Envolvidos na análise dos fatos que precipitaram 1964 e em suas consequências nefastas, Mylton Severiano e Palmério Dória testemunharam os crimes e desmandos daquela era, pois Severiano esteve na lendária revista “Realidade”, extinguida pelo AI-5 em 1968, e Palmério Dória, entre outros feitos, escreveu o único livro existente sobre o pistoleiro Alcino João de Nascimento, envolvido no polêmico “atentado de Toneleros” que precipitou o suicídio de Getúlio Vargas em 1954.  Ambos documentaram também a era Sarney e a era FHC em livros de denúncia que foram grandes sucessos de vendagem e leitura, “Honoráveis Bandidos” e “O Príncipe da Privataria”.

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