Resenha | O Acordo (Amores Improváveis - Vol.1), de Elle Kennedy


Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto… Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha.

Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo.


Lançamento: 19/05/2016 - Número de Páginas: 472 - Gênero: Romance 

⭐⭐⭐

Eu definitivamente vivi o lançamento de O Acordo. Inclusive, recebi o segundo livro da série, O Erro, em 2017, quando tive parceria com aEditora Paralela, mas nunca cheguei a lê-lo. Ironicamente, foi justamente o trailer da adaptação desse livro que finalmente despertou meu interesse agora. Bastaram algumas cenas para eu ficar completamente curiosa sobre Garrett e Hannah.

Vi muitas críticas sobre a escolha do elenco, mas sinceramente, depois de finalmente ler o livro, continuo pensando exatamente a mesma coisa que pensei quando o elenco foi anunciado: ambos os protagonistas são lindos e agora tenho certeza de que foram escolhas perfeitas para interpretar Garrett e Hannah. A química entre os atores já ficou evidente apenas pelo trailer, e foi exatamente isso que me motivou a começar a leitura. Quanto à história em si, eu já tinha uma ideia bem clara do tipo de experiência que encontraria nela.

Na época do lançamento, eu não estava particularmente empolgada para ler esse romance, e agora percebo que ele é exatamente o que aparenta ser: é um romance universitário leve e divertido, perfeito para passar uma tarde lendo. Ainda assim, gostei muito de acompanhar a forma como Garrett e Hannah se aproximam. Mesmo que o relacionamento entre eles comece por causa de um acordo, a amizade dos dois funciona muito bem, principalmente porque existe uma leveza constante na dinâmica deles. Eles implicam um com o outro, brincam, conversam sobre qualquer assunto sem transformar tudo em um drama gigantesco.

Na minha opinião, Garrett e Hannah têm a mesma energia! Eles são engraçados, leves, sarcásticos e extremamente confortáveis juntos. Definitivamente o tipo de casal que parece ser alma gêmea, mesmo sendo diferentes em alguns aspectos.

Garrett é o clássico garoto popular que evita compromisso e fica com todo mundo justamente porque nunca quis nada sério. Hannah, por outro lado, também foge completamente do estereótipo da mocinha “puritana”. Ela sabe exatamente o que quer e por isso não é retratada como ingênua ou inexperiente, algo que achei muito refrescante dentro do romance.

Um ponto a comentar, e espero que a adaptação explore isso muito bem, é como Garrett claramente se apaixona primeiro. É muito divertido vê-lo ultrapassando repetidamente a linha do “estamos apenas fingindo”, principalmente quando o ciúme e a insegurança começam a aparecer. Para alguém que nunca quis um relacionamento sério, vê-lo se apaixonando tão profundamente por Hannah acaba se tornando uma das partes mais interessantes da história e provavelmente será ainda mais divertido acompanhar isso na adaptação.

Hannah é uma personagem muito envolvente e, apesar de carregar um trauma, ela nunca é resumida a isso. Ela é leve, inteligente, engraçada e muito consciente dos próprios limites. À primeira vista, parece tímida, mas na verdade, apenas prioriza sua própria segurança e bem-estar. E é muito bonito ver Garrett entrando nessa sintonia, respeitando seus limites e mostrando que existe muito mais nele além da imagem de playboy esportista.

No fim, O Acordo não é um romance profundo ou revolucionário. É uma leitura leve, divertida e confortável. Então, fecho com 3 estrelas: gostei da experiência, embora esteja longe de ser um dos meus romances favoritos ou uma leitura verdadeiramente inesquecível.

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