Resenha | A luz que perdemos, de Jill Santopolo


“Jill Santopolo explora muito bem os temas da paixão, do destino e do que verdadeiramente faz uma boa pessoa. Uma história bela e devastadora, que vai cativar os leitores.” – Kirkus Reviews

Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.

Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.

Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?

Lançamento: 02/04/2018 - Número de Páginas: 272 - Gênero: Romance - Skoob

  

A luz que perdemos é um romance impactante sobre o poder do primeiro amor. Uma onde comovente aos sacrifícios que fazemos em nome dos nossos sonhos e uma reflexão sobre os extremos que perseguimos em nome do amor.


A comparação não poderia ser mais correta, A Luz que perdemos se assemelha tanto com o romance Um dia e Como era eu antes de você, que me assusta um pouco por ter que refletir sobre essa estória, pois esses romances me deixaram destruída emocionalmente, e psicologicamente. 

Desde a leitura do romance Como era eu antes de você que eu não me sentia tão sufoca. Histórias, romances com grandes cargas emocionais sempre irão me deixar sufocada, engasgada e com falta de ar por tamanha emoção. Eu sabia que esse romance iria me deixar com esse efeito, segurando às lágrimas, e ter vontade de chorar, e não parar mais, parece uma ação dramática, mas é tão difícil não se sentir sufocado, pois falar sobre vidas e amores perdidos são sempre assuntos delicados para nós que somos apaixonados por romances.

Confesso que eu me sentir feliz, mas também me sentir triste por conhecer Lucy, e Gabriel. Ao concluir essa leitura é difícil não pensar em nossa vida, e em como algumas decisões tem o poder de mudar tudo, como até mesmo um pequeno detalhe teria alterado todo o percusso, e que às vezes deixamos algo passar, seja por medo, incerteza, ou porque "não era o momento certo". Mas assim é a vida, tão inconstante e imprevisível, estamos sempre correndo risco de sermos uma Lucy, ou um Gabriel, nunca iremos saber e pensar nisso é extremamente assustador.

Em A luz que perdemos temos um exemplo perfeito sobre como algumas decisões podem mudar nossas vidas para melhor, e que em outras, nem tanto, e quando percebemos que perdemos algo único  e especial que esteve no passado, e que ainda é uma presença constante em nossas vidas, se lamentar pode ser tudo o que nós resta. Essa é uma história com lições que embora tristes são valiosas e bastante reflexivas. 



"Há momentos que alteram a vida das pessoas. Para tanta gente como nós, que morávamos em Nova York então, o 11 de Setembro foi um desses momentos. Qualquer coisa que eu tivesse feito naquele dia teria sido importante, teria sido gravado a ferro e fogo na minha mente e marcado meu coração. Não porque te conheci naquele dia, mas sei que, por você passou a fazer sempre parte da história da minha vida."

Em A luz que perdemos acompanhamos por dez anos a relação turbulenta entre Lucy e Gabriel, suas idas e vindas, seus reencontros, ás vezes pessoalmente, por telefone, e e-mails. 

Lucy e Gabriel se conhecem na universidade no dia 11 de Setembro de 2001, nesse dia que chocou o mundo, e separou tantas famílias e entes queridos, uma amizade se inicia e evolui rapidamente, um intenso sentimento quase que imediato os uni, mas rapidamente seus caminhos são separados.

Há quase um ano desde o 11 de Setembro, Lucy se reencontra com Gabriel após decidir comemorar seu aniversário de 23 anos em um bar, ainda atraídos um pelo o outro, o romance entre os dois é inevitável. Alguns anos depois, a relação perfeita começa a dar indícios de ruptura em meio a inseguranças e receios. Gabriel que é um jovem espontâneo, bem humorado, e talentoso, se mostra extremamente egocêntrico e isso vai degastando sua relação com Lucy, apesar do amor intenso que os uni. Quando Gabriel aceita uma proposta de emprego que os manteria separados por meses sem informar Lucy, a relação chega ao fim.

Os anos passam, e entre encontros e reencontros amigáveis, Lucy e Gabriel conseguem manter a chama daquele sentimento os aquecendo, e mesmo quando Lucy toma a difícil decisão de oficializar seu relacionamento com Darren, um homem carinho, educado e com um futuro promissor, Gabriel ainda permanece em seus pensamentos, aquecendo seu coração.

A cada contato, ou reencontro com Gabriel, Lucy fica mais convencida e afetada por seu amor, a fazendo duvidar diversas vezes sobre suas escolhas, e sua própria felicidade, para só então perceber tardiamente que Gabriel sempre será o homem a quem amará, e a fará se sentir desejada e especial como nenhum outro.

A luz que perdemos é uma belíssima história de amor jovem, bonito e um pouco ilusório. Um amor extremamente cativante. O que mantém Lucy e Gabriel unidos, apesar da distância, por uma década, é raro. Mas acompanhar a jornada dos dois não deixou de ser dolorosa, confesso que nesta leitura me sentir inicialmente acolhida, e desamparada em seu final.



Jill Santopolo é autora de séries infantojuvenis de sucesso, além de diretora editorial da Philomel Boks, selo infantil da Peguin. Formada pela Universidade Columbia, dá aulas de escrita criativa na New School, em Nova York. A Luz que perdemos, seu primeiro romance para o público adulto, foi traduzido para 34 países e já teve os direitos vendidos para uma adaptação cinematográfica.

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