Resenha | The End Game, de Kate McCarthy

quarta-feira, agosto 03, 2016



" Atletas profissionais são pilares de suas respectivas comunidades. Eles são heróis aos olhos dos meninos e meninas e espera-se que ajam de uma forma que represente positivamente sua comunidade. "

O público adora um bom escândalo. Ver alguém caindo no auge do sucesso dá um grande título. Ninguém sabe disso melhor do que eu. O que começou como uma promissora carreira no futebol universitário, terminou em escândalo e vergonha.

Mas sendo um herói é mais fácil disso ser feito. Especialmente quando há quem espera ver o grande Brody Madden falhar. Eu ansiava por nada além de ser o melhor — disposto a tudo para provar que estavam errados. Mas fui longe demais e me esforcei muito, e me quebrei.

" No momento de ir para a imprensa, Jordan Elliott estava disponível para comentar. "

Conheci o Brody Madden no meu último ano de faculdade. Uma nativa australiana com uma bolsa de estudo internacional, era a sensação do futebol feminina com estrelas em seus olhos e sem espaço para um figurão Wide receiver com um chip em seu ombro.

Mas um coração cheio de ambição e um fogo conduzindo para ter sucesso não é feito de pedra. Me tornei sua força, sua obsessão e o maior amor da sua vida. Mas eu não estava lá quando ele mais precisava de mim.

Esta é uma história sobre o amor e um jogo que leva tudo. Onde o caminho para a glória é pavimentado com sacrifício. Onde a pressão faz com que você se quebre, e o triunfo nasça das cinzas do fracasso. Onde o jogo de duas pessoas no final irá mudar tudo.


Editora: Smashwords Edition | Páginas: 405 | Adicionar: Skoob/Goodreads

É tão interessante como Kate McCarthy fez com que o esporte estivesse em torno dos personagens de uma forma tão íntima e verdadeira que passei a ver está carreira de uma forma diferente. De certa forma Kate mostra-nos o sonho de jovens competitivos que desejam seguir por este caminho para obter uma carreira profissional, a luta desses jovens, seus conflitos e as consequências quando desejam isso acima de tudo por não terem uma segunda opção. Tudo está em jogo, os riscos e receios perseguem esses personagens a ponto de notarmos como o medo os evolui, transformando os receios de um menino na determinação de um homem após uma queda, e a luta de uma menina na vitória de uma mulher. 


Em The End Games conhecemos Jordan Elliott, uma jovem jogadora de futebol universitário australiano feminino. Jordan, é australiana e com muito esforço e dedicação conseguiu uma bolsa de estudos para estudar na maior universidade do Texas dando início ao primeiro passo a caminho da realização de seu sonho em jogar futebol na copa do mundo pelo os Estados Unidos.

Jordan, tem um irmão gêmeo e seu irmão fez tudo para que sua carreira no futebol fosse próspera e inclusive reivindicou de seu próprio futuro pelo o dela. Eles perderam os pais enquanto ainda eram bastante jovens e cresceram na companhia um do outro. Essa relação entre irmãos, esse incentivo não só fez de Jordan uma excelente jogadora, mas uma jogadora responsável com persistência. 

Ao chegar e analisar seu novo ambiente Jordan fica fascinada com a sua nova realidade. Apesar da sua primeira aula ter sido um desastre ela tem consciência que é o seu lugar. Não demora muito para o seu caminho se cruzar com o de Brody Madden.



Brody Madden, é jogador do futebol americano na universidade, é um garoto prodígio cujo a única diferença com Jordan é que ele já é uma estrela no futebol americano dos Estados Unidos.

Brody é aquele personagem que tudo em torno dele é belo e muito brilhante, pelo menos aparentemente pois a sua vida familiar é repleta de problemas e em sua mente conflitante ele não é nada se não estiver uniformizado e em campo. A sua vida é o futebol americano, ele não se imagina fora de campo, não é por um sonho a ser realizado, ou mesmo um sonho que ele lutou para realizar, o futebol americano em sua vida é uma necessidade, uma prova de que ele é capaz de fazer alguma coisa, pois para ele é a única coisa que ele sabe fazer bem sem precisar humilhar-se para pedir ajuda ao seu pai, ou mesmo para qualquer pessoa.


Jordan, desde o primeiro dia de aula conseguiu a atenção de seu professor Patrick Draper. Patrick é tio de Brody, e ao notar seu histórico e como suas notas são boas pede para a Jordan ser a sua tutora.

Brody é uma estrela do futebol americano, suas habilidades no futebol são inquestionáveis mas suas notas vão de mal a pior. Brody tem dislexia. O problema com a leitura sempre foi um incomodo na vida de Brody, ninguém além de sua família sabe sobre essa dificuldade e uma das coisas que ele mais teme é que todos fiquem sabendo e passe a olhá-lo como se ele fosse incapaz.

A sua primeira reação com a proposta de Jordan em ajudá-lo é grosseira mas logo percebe que se não aceitar a sua ajuda sua carreira pode ruir. Com a aproximação, Jordan e Brody irão descobrir novos sentimentos e darão mais força um ao outro nos novos caminhos que surgirão, assim como também enfrentaram alguns obstáculos, e alguns sérios demais para jovens com carreiras promissoras no esporte.

Kate McCarthy me surpreendeu muito com The End Games, eu não esperava que Brody fosse ser esse personagem incrível. Ao ver o quanto ele sofria com suas dificuldades, foi um pouco angustiante, é difícil o ser humano olhar para além do que os olhos veem, e são poucos que se arriscam como Jordan se arriscou para enxergar quem era Brody e o que o motivava.  Brody e Jordan é aquele casal que possui uma ligação tão forte que dificilmente um vendaval seria capaz de os separar, tudo o que aconteceu desde o momento que se viram pela primeira vez até o último olhar me deixou quase que abismada com o universo que além do sentimento os unia. Suas paixões pelo o esporte conseguiram me emocionar e me prender até o momento final deste jogo. Perceber que não era o último me deixou com uma deliciosa sensação agradável de felicidade, o sorriso no rosto marcou minha face. 

Esse livro nos dá como mensagem que devemos lutar para conseguirmos o que tanto desejamos, mas que devemos ficar alertas sobre os riscos que isso nos trás ao queremos lutar com ferramentas que podem no futuro nos prejudicar, por vezes de forma permanente. A ruína é ruim, mas nem sempre, a lição é o que fica, o aprendizado é carregado em meio a dor. 

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